domingo, 29 de março de 2020

Medo bom, medo mau

      Todos nós temos medo, desde o medo de coisas realmente amedrontadoras ao medo das pequenas baratas. Inclusive há homens que as temem, mas pra disfarçar eles dizem que trata-se de nojo. Brincadeiras a parte, vamos seguindo com o assunto. 
Há quem tenha medo de lobo mal, bicho-papão, homem do saco etc.
Quando eu era criança meu pai me dizia que em Mirueira – Paulista PE,  havia uma mansão onde moravam os “Papafigos” que era uma família que tinha a orelha bem grande e que tinha que comer o fígado de uma criança para poder a orelha diminuir. ( Parece brincadeira, mas toda vez que passo na estrada do frio e olho pra subida de Mirueira me lembro dos Papafigos).
O Medo é bom.
Um dos principais “medo bom” é o medo de perder as coisas, porque nos faz reagir. 
Certa vê ouvi uma de minhas professoras de psicologia expressar o seguinte: Uma pessoa só muda, por dois motivos:

    Primeiro - Para ganhar alguma coisa. Ex: O homem casado diz, eu vou mudar. Mudando eu “ganho” um casamento melhor, ganho o respeito da minha mulher e meus filhos etc.
    Segundo - Para não perder alguma coisa. Ex: Se eu mudar eu não perderei o emprego. 

     Ou seja, nunca mudamos por mudar, mudamos por medo. E isso é bom. Imagine um mundo sem medos, ninguém ia se proteger de nada. 
As consequências do medo depende de uma forma geral, da interpretação da gente, de nossa cosmovisão ( visão de mundo). O nascimento do primeiro filho por exemplo, pode ser interpretado por alguns como uma devastação na vida do casal, um medo de que a harmonia do relacionamento se perca para sempre. Porém olhando de outro ângulo pode ser a melhor forma de reconstruir um relacionamento acabado e sem esperança. 

Tenho muito a falar sobre o medo, mas para não sair do foco... 

Esse é um momento em que estamos com medo dessa eminente Pandemia e é onde entra as consequências comportamentais.  Nossas atitudes diante dela é fundamental. O Covid19 espalhou algo mais contagioso do que ele próprio, espalhou o medo. Esse medo que nos assola pode servir de alavanca propulsora pós pandemia, para uma vida mais consciente e regrada.

       Um forte abraço a todos e até mais.

Ismael J. da Silva é Psicólogo e Licenciado em Psicologia

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