sábado, 11 de abril de 2026

Uma consideração sobre o aspecto moral de Ló e sua separacão de seu tio Abraão


Análise resumida dos principais aspectos desse relato bíblico

Contexto da Separação

A separação entre Abrão e seu sobrinho Ló foi marcada por um conflito que envolveu os pastores de ambos, conforme relatado em Gênesis 13.7. É importante notar que o desentendimento não ocorreu diretamente entre Abrão e Ló, mas entre seus empregados.

A Iniciativa de Abrão

A decisão de separar as terras partiu de Abrão, conforme Gênesis 13.8. Ele adotou a mesma postura de resolução pacífica que demonstrou posteriormente com o filho de Agar e com os filhos de sua segunda esposa, Quetura.

A Escolha de Ló

Num primeiro momento, o comportamento de Ló pode ser considerado egoísta e pouco respeitoso em relação ao tio Abrão, ao escolher as regiões mais férteis. Entretanto, segundo a perspectiva do Novo Testamento, Ló é visto como um homem justo, conforme 2 Pedro 2.7-8:

"...e livrou o justo Ló, atribulado pela vida libertina daqueles insensatos (porque este justo, pelo que via e ouvia como habitante entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, por causa das suas obras iníquas)."

Conduta de Ló em Sodoma

Em Gênesis 19, Ló recebe e protege os anjos enviados a Sodoma, evidenciando sua conduta respeitosa em relação aos enviados por Deus.

Observem que o incesto que ocorreu entre Ló e suas filhas partiu delas e não dele.

Terras Escolhidas

Ló optou pelas "campinas do Jordão", região fértil e rica em água. Já Abrão permaneceu em Canaã, mais especificamente nos carvalhais de Manre, em Hebrom (Gênesis 13.18).

Características de Hebrom e Canaã

Hebrom encontra-se a 900 metros acima do nível do mar e dependia exclusivamente das chuvas sazonais para o sustento. Essa era exatamente a terra da promessa, conforme Gênesis 13.14-15.

Os carvalhais eram compostos por árvores grandes e robustas, que caracterizavam a paisagem local.

 Esse local foi escolhido por Deus exatamente para ser a terra da promessa que, inclusive é até os dias atuais, ou seja, a terra em que Abrãao se dirigiu estava nos planos de Deus para a posteridade de Abraão.

Comparação dos dois cenários:

Aspecto           A Escolha de Ló (Campina do Jordão)     A Parte de Abraão (Canaã/Hebrom)

Aparência          Fértil, rica em água, fácil sustento.             Montanhosa, seca, terreno difícil.

Localização.      Vale profundo (abaixo do nível do mar).          Planalto central (terras altas).

Dependência   Dependia do rio Jordão.                              Dependia da fé e das chuvas do céu.


quarta-feira, 1 de abril de 2020

Uso do celular em dias de quarentena

Nessa foto vemos o celular de Raquel, minha esposa, sendo utilizado para gravar " dotes culinários"

"Tenho que levar o Celular para igreja porque minha mãe pode ligar e pode ser uma urgência"
"Se eu deixar o celular no carro posso perder uma mensagem importante"
"Tenho mais coisas com que me preocupar, do que com o uso do smartphone"
       
        Nessa quarentena eu me auto avaliei e percebi que cada vez mais o smartphone está tomando conta de nosso precioso tempo. Me peguei consultando o celular de 5 em cinco minutos:

Ao dormir e ao levantar
O celular estou a consultar
Na cozinha e na sala
No almoço e no jantar
Preparando para o trabalho
e até mesmo para orar
Na empresa
Na igreja,
Na rua que tristeza
Foto pra cá
Self pra lá
Uma coisa eu vou fazer (e já fiz)
Eu preciso me conter
E essa tentação vencer.

( do autor: Ismael J. da Silva)

           Provavelmente já ouvimos algumas dessas frases defensoras do uso do nosso inseparável celular, quer dizer, smartphone, pois se fosse "celular" seria um pouco menos preocupante, pois antigamente esse bicho só servia pra falar mesmo.
Eu não sei o que seria de mim sem o whatsapp dos meus clientes ( essa fala é minha mesmo). É através dele que eu ganho o meu pão de cada dia.
O uso dos smartphones produzem muitos benefícios, isso é inquestionável. Como vou falar com Wesley, meu filho, lá no outro lado do mundo.
Porém venhamos e convenhamos, os malefícios provocados pelo mesmo são bem maiores pois atinge outras áreas que comprometem nosso comportamento:

Problemas Biológicos e fisiológicos
  • Dores no pescoço, nos braços e ombros
  • Dor na Coluna 
  • Problemas de visão ( fadiga ocular)
  • Tendinite
  • Insônia
  • Dores na Cabeça
Problemas Sentimentais e Psicológicos
  • Ansiedade 
  • Depressão
  • Pensamento Suicida
  • Fica entediado e irado sem motivo aparente
  • Esquece informações importantes
         Os problemas vão bem além do que colocamos acima, e podem ser potencializados dependendo de algumas circunstâncias, exemplo:
  1. Idade da pessoa
  2. Capacidade Cognitiva
  3. Cosmovisão ( o que a indivíduo pensa sobre o mundo em que vive)
  4. Estrutura familiar etc
         Só para termos idéia, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), não recomenda o uso de smartphones por crianças para entretenimento. O uso desses dispositivos prematuramente pode provocar muitos danos irreversíveis no futuro. Os resultados ainda estão tímidos e só saberemos mesmo daqui a alguns anos. 
         Quem tiver mais interesse sobre esse tema no contexto infantil, envio abaixo um link com as recomendações da SBP.


         Eu vou listar abaixo algumas situações para verificar se estamos utilizando o celular normalmente ou precisamos freiar um pouco, são elas:
  1. Levo para a igreja o meu celular, o celular da minha esposa e do(s) meu (s) filhos. ( Podendo levar apenas um)
  2. Acesso o celular na hora do culto ou evento, inclusive na hora da palavra. ( Mesmo que for pra tirar fotos)
  3. Consulto as mensagens antes de dormir
  4. A primeira coisa que faço ao acordar é consultar as mensagens e postagens
  5. Já cai no sono com o celular do meu lado,
  6. Ao conversar com alguem fico olhando para o celular em vez de olhar para a pessoa
  7. Quando esqueço o celular em casa, volto correndo pra pegar.
  8. Levo para o banheiro para não perder nenhuma postagem ou assistir videos
  9. já discuti com alguem da familia por causa do celular
  10. Fico nervoso e irritado quando o celular descarrega a bateria

         Para concluir listo abaixo algumas dicas que poderão nos ajudar a disciplinarmos melhor o uso do celular:

Primeiro: Evite levar o celular para o quarto, se precisar despertar, utilize um despertador mesmo.
Segundo: Ao acordar pela manhã, antes de pegar no celular, ore, vá no banheiro, escove os dentes, tome banho ou outra necessidade e só depois disso, se necessário, ligue o celular.
Terceiro: Coloque uma mensagem automatica na sua rede social e Whatsapp informando que não pode atender no momento mas vai atender em breve.
Quarto: Desligue as notificações. Quem tem que dizer o tempo que o celular vai ser consultado é você e não o contrário.
Quinto: Caso mesmo assim você não consiga se controlar, a solução é você não usar smartphone por enquanto, deixe outras pessoas usarem enquanto você se disciplina. Uma dica é você comprar um celular simples sem internet por um tempo.

Espero ter ajudado, abraços a todos.

Ismael











domingo, 29 de março de 2020

Medo bom, medo mau

      Todos nós temos medo, desde o medo de coisas realmente amedrontadoras ao medo das pequenas baratas. Inclusive há homens que as temem, mas pra disfarçar eles dizem que trata-se de nojo. Brincadeiras a parte, vamos seguindo com o assunto. 
Há quem tenha medo de lobo mal, bicho-papão, homem do saco etc.
Quando eu era criança meu pai me dizia que em Mirueira – Paulista PE,  havia uma mansão onde moravam os “Papafigos” que era uma família que tinha a orelha bem grande e que tinha que comer o fígado de uma criança para poder a orelha diminuir. ( Parece brincadeira, mas toda vez que passo na estrada do frio e olho pra subida de Mirueira me lembro dos Papafigos).
O Medo é bom.
Um dos principais “medo bom” é o medo de perder as coisas, porque nos faz reagir. 
Certa vê ouvi uma de minhas professoras de psicologia expressar o seguinte: Uma pessoa só muda, por dois motivos:

    Primeiro - Para ganhar alguma coisa. Ex: O homem casado diz, eu vou mudar. Mudando eu “ganho” um casamento melhor, ganho o respeito da minha mulher e meus filhos etc.
    Segundo - Para não perder alguma coisa. Ex: Se eu mudar eu não perderei o emprego. 

     Ou seja, nunca mudamos por mudar, mudamos por medo. E isso é bom. Imagine um mundo sem medos, ninguém ia se proteger de nada. 
As consequências do medo depende de uma forma geral, da interpretação da gente, de nossa cosmovisão ( visão de mundo). O nascimento do primeiro filho por exemplo, pode ser interpretado por alguns como uma devastação na vida do casal, um medo de que a harmonia do relacionamento se perca para sempre. Porém olhando de outro ângulo pode ser a melhor forma de reconstruir um relacionamento acabado e sem esperança. 

Tenho muito a falar sobre o medo, mas para não sair do foco... 

Esse é um momento em que estamos com medo dessa eminente Pandemia e é onde entra as consequências comportamentais.  Nossas atitudes diante dela é fundamental. O Covid19 espalhou algo mais contagioso do que ele próprio, espalhou o medo. Esse medo que nos assola pode servir de alavanca propulsora pós pandemia, para uma vida mais consciente e regrada.

       Um forte abraço a todos e até mais.

Ismael J. da Silva é Psicólogo e Licenciado em Psicologia

Uma consideração sobre o aspecto moral de Ló e sua separacão de seu tio Abraão

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